Ljubljana- Plecnik-Eslovénia, 16 a 23 de junho de 2012

     
 
        
   
A mobilidade realizada na Eslovénia teve como principal finalidade a participação, entre os dias 17 e 20 de Junho, no Internacional NaTurE student camp, integrado no 8th Plecnik Camp, realizado no Parque Natural de Triglav.
 
O Plecnik Camp, atividade que se realiza anualmente pela escola eslovena de Ljulbjana, Gimnazija Jožeta Plečnika, e a escola austríaca de Klagenfurt, Slovenska Gimnazija Celovec, teve este ano a participação de algumas equipas do projeto Comenius NaTurE, nomeadamente da França, Alemanha, Turquia e Portugal, tendo os participantes desenvolvido atividades enquadradas nos objetivos do projeto Comenius NaTurE.

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Foram realizados workshops em vários domínios, nomeadamente da biologia, química, astronomia, teatro, francês e espanhol. Os alunos portugueses participaram nos três primeiros.
No âmbito da biologia foram estudados três diferentes ecossistemas: aquático na reserva natural de Zelenci, de floresta em Planica e alpino em Sleme.  Nos dois primeiros ecossistemas foram determinados os fatores abióticos (edáficos, topográficos e climáticos), identificada a flora e fauna, estudada a influência dos organismos no meio abiótico, nomeadamente na formação do solo, e, finalmente, estabelecidas as relações entre os diferentes seres vivos existentes em cada ecossistema, bem como as relações entre estes e os respetivos fatores abióticos. Para a determinação dos fatores abióticos foram utilizados diferentes instrumentos, nomeadamente sensores de temperatura, pH, luminosidade, humidade, oxigénio e dióxido de carbono. A identificação das plantas e animais foi realizada com recurso a bibliografia. Esta atividade, muito bem planificada, para além de permitir aos alunos conhecer diferentes ecossistemas, possibilitou o uso de diferentes técnicas científicas.
 
 
No âmbito da astronomia foram realizadas várias atividades, nomeadamente a nível do sol (observação da atividade solar, o estabelecimento do número relativo de Wolf e a medição do tamanho das manchas solares), do céu profundo (selecionar um astro ou constelação, identificá-lo, determinar a sua localização, latitude, longitude e as condições de observação), da poluição luminosa (através da realização de medições e fotografias do céu noturno). Foi ainda determinado o diâmetro do sol e da lua, o ângulo do sol acima do horizonte e a sombra do sol durante o dia. Na realização destas atividades os alunos para além de conhecerem assuntos que lhe eram desconhecidos, contactaram com técnicas altamente especializadas e puderam utilizar telescópios de elevada qualidade que permitem ver com grande definição.
  

No âmbito da química foram realizadas experiências interessantíssimas, tais como análises de águas, experiências com azoto, elaboração de sabão, cométicos e de gelados.

Para animar e promover a inter-relação entre os alunos das diferentes nacionalidades foram dinamizadas atividades desportivas, bem como dança, ao início do dia, no final de almoço e no final do dia.

Foram observadas paisagens fabulosas, resultantes das alterações geológicas ao longo dos tempos, nomeadamente o lago de Bled, Blejski Vintgar, Tamar Valley e Sleme. Ao longo do percurso pelo fabuloso desfiladeiro de Blejski Vintgar acompanha-se o rio Radovna podendo observar as fantásticas cascatas. Tamar Valley é um vale glaciar lindíssimo, totalmente preservado, na base dos Alpes. Em Sleme, a cerca de 1800 metros, para além de se observar uma belíssima paisagem cársica, veem-se, bem de perto, os elevados picos dos Alpes do Parque Natural de Triglav ainda com neve, apesar da elevada temperatura. 
  

De regresso a Ljubljana visitamos esta encantadora cidade sob as muralhas do antigo castelo, atravessada pelo rio Ljubljanica. Muitas pontes cruzam o rio, sendo a mais bonita a ponte tripla Tromostovje projetada, tal como muitos dos belíssimos edifícios da cidade, pelo arquiteto Jože Plecnik, patrono da escola Gimnazija Jožeta Plečnika Ljubljana que nos acolheu de uma forma inesquecível.

Sendo Veneza o local de regresso, pudemos visitar esta esplendorosa cidade, classificada como Património da Humanidade pela UNESCO. Percorrendo as estreitas ruas, pontes e praças, observamos belíssimas igrejas e palácios, a ponte de Rialto e dos Suspiros e a magnífica praça de São Marcos, com a basílica do mesmo nome.

Esta mobilidade, para além de ter sido extremamente enriquecedora tanto no âmbito das ciências, nomeadamente da biologia, química e astronomia, como a nível cultural, foi importantíssima a nível social. O convívio entre pessoas de diferentes nacionalidades permitiu a obtenção de uma perspetiva diferente do mundo exterior, da sociedade e formas de viver de outros países. A comunicação e partilha constituíram numa experiência enriquecedora em termos pessoais. A prática da língua inglesa foi muito importante, no entanto verificou-se que, sempre que se pretenda, a comunicação é possível, seja por gestos, palavras, etc.

Assim, esta mobilidade foi um sucesso, uma mais-valia para todos os participantes, na medida que para além de permitir a aquisição de conhecimentos científicos, promoveu a proteção da natureza, e o enriquecimento cultural, linguístico e pessoal.

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Apresentam-se os relatório elaborados pelos alunos envolvidos nesta mobilidade:
 
GUILHERME BRANDÃO BELEZA MACIEL:
 
Desde que fui selecionado para a viagem de estudo à Eslovénia a ansiedade para que chegasse esse dia crescia a olhos vistos, até que no sábado, dia 16 de Junho, partimos do aeroporto Sá Carneiro, no Porto, rumo a Veneza.

Durante a viagem uns dormiam, outros liam, os professores conversavam...

Aterramos em Veneza pelas 20:00 horas locais.

Após resgatarmos as nossas malas (felizmente nenhuma se extraviou) rumamos diretamente para Ljubljana onde fomos recebidos por duas professoras eslovenas. Acomodamo-nos e fomos passear um pouco pela cidade. Devido ao adiantado da hora e cansaço o passeio foi curto. Havia que descansar!

            DOMINGO: 17/06/2012

No domingo  de manhã bem cedo saímos de Ljubljana e, de autocarro, rumamos até Bled,  juntamente com a equipa francesa, turca e eslovena.

Aí visitamos o Lago Bled de onde nasce o rio que corre num desfiladeiro onde as montanhas metiam respeito pela sua aridez e inacessibilidade. Das pontes de madeira que tivemos de atravessar senti-me como uma formiga. A paisagem era deslumbrante e ao mesmo tempo  causava receio.

Após esta visita percorremos mais uns quilómetros até chegarmos a CSOD Planica. Descansamos um pouco, jantamos (comida horríííível!!!) e fizemos uma apresentação sobre o nosso país, a nossa cidade e a nossa escola. Ouvimos a apresentação dos outros grupos após a qual posso dizer que a Turquia é um país fantástico, os alemães têm um bom nível de vida, os eslovenos um bom sentido de humor e os franceses não falam inglês (falam qualquer coisa aproximada!!)

Para acabar o dia ainda fomos praticar desporto.

Fui dormir contente mas cansado.

            SEGUNDA-FEIRA:18/06/2012

Pela manhã, bem cedo, pegamos nas bicicletas e dirigimo-nos para o local do Workshop de Biologia, Química ou Física. Fiz trabalho de campo num pântano onde compreendi a  sua importância na biodiversidade local e debatemos os prós e contras da sua existência.

De regresso ao centro Olímpico pedalamos mais um bocado a fim de abrir o apetite para o almoço (para mim, a pior parte do dia pois a comida não era muito do meu género).

No fim do almoço descansamos um pouco  e pelas 16 horas pedalamos até ao lago Jasna, perto de Kranska Gora. Tomamos uma banho de água gelada, para refrescar, e regressamos ao Centro Olímpico, sempre a pedalar e quase sempre a subir. Chegamos novamente a precisar de um banho, mas desta vez de chuveiro, no quarto.

Jantamos e fomos para o ginásio praticar jogos coletivos cujo objetivo era conhecermo-nos melhor, convivermos e conversarmos.

Dormir, sabe sempre bem depois de tanta pedalada!!!

          TERÇA-FEIRA:19/06/2012

Após o pequeno-almoço partimos para o monte Sleme. O carro deixou-nos na base do monte e depois foi caminhar até alguns bons metros de altitude. A vista era magnífica. Destacava-se a presença de clima de montanha, ou seja, conforme se subia a vegetação alterava. Notei que a paisagem era diferente daquela a que estamos habituados no Gerês, por exemplo.

No meio de tanto monte, encontramos um rebanho (animais selvagens) em que  uma ovelha teve a gentileza de me vir cumprimentar lambendo as minhas botas novas de montanha. Tirei-lhe uma foto e ficamos amigos.

Após tanta subida e descida o almoço deveria ter sido melhor!

Depois de descansar um pouco, caminhamos até Tamar Valley. Era um pequeno vale no meio de enormes montanhas. Não era habitado. Era apenas um ponto turístico muito bonito que imanava paz.

De regresso ao centro de Planica, jantamos e assistimos e praticamos dança tradicional turca, eslovena e francesa.

Que bem dormi!

            QUARTA-FEIRA:20/06/2012

Pela manhã, bem cedo, fiz exercício subindo, degrau a degrau, a rampa principal de ski jumping e quando voltei começamos a preparar a apresentação do trabalho final de campo da nossa equipa. Depois da apresentação de todos os trabalhos das outras equipas, dos outros países, fizemos as malas e despedimo-nos de Planica.

Regressamos a Ljubljana, instalamo-nos no hotel e fomos jantar a um restaurante no centro da cidade com duas professoras turcas.

Fiquei fascinado com a beleza noturna de Ljubljana. Achei a cidade muito iluminada, muito movimentada e cheia de esplanadas.

 

          QUINTA-FEIRA:21/06/2012

Logo pela manhã visitamos a escola do grupo de alunos eslovenos. A escola foi-nos mostrada por quatro colegas eslovenas e três professoras. Bem diferente da nossa a escola, é antiga e fica situada mesmo no centro da cidade de Ljubljana.

Foi nesta visita que comecei a construção do meu dicionário particular de esloveno-português. Durante o almoço, na companhia da comitiva francesa e das quatro alunas eslovenas (bem bonitas, aliás!), enriqueci o meu minidicionário. Comi bem, finalmente.

No fim de almoço duas das alunas eslovenas acompanharam-nos numa visita breve à cidade e num passeio de barco no rio. Visitamos o castelo onde conhecemos umas simpáticas turistas inglesas. O seu sotaque Inglês não deixava dúvidas! Eram Londrinas!

Nesse fim de tarde assistimos ao jogo da seleção Portuguesa contra a República Checa na companhia da comitiva eslovena que veio a Portugal e uma Tailandesa que conhecemos no hotel e que sabia falar um pouco de português.

Aplaudimos muito a nossa vitória!

Dormi feliz depois de passar o melhor dia de toda a visita.

            SEXTA-FEIRA:22/06/2012

Logo de manhã apanhamos a carrinha para Veneza, onde almoçamos.

O resto do dia foi passado a visitar a cidade: Praça de S. Marcos, monumentos importantes, caminhar ao longo dos canais, apreciar engarrafamentos de gôndolas. Foi divertido.

Depois do jantar foi o regresso ao hotel já com saudades do que íamos deixar para trás.

          SÁBADO:23/06/2012

Logo pela manhã apanhamos o voo para Portugal.

Chegamos por volta do meio-dia e tínhamos todos os nossos familiares à nossa espera!

Durante toda a estadia o tempo esteve magnífico, e alguma da bagagem que pediram, nomeadamente luvas, meias grossas, polares... não foram necessários! (e ainda bem...)

Os professores que nos acompanharam foram de uma delicadeza extrema, muito simpáticos, sempre disponíveis para nos ajudarem no que fosse preciso e, por isso, não posso deixar de lhes agradecer.

 ISAC TAVARES PINHÃO:

No primeiro dia, depois de um voo em que toda a gente estava excitada, aterramos no aeroporto de Veneza, onde eramos esperados por um condutor que nos levou para Ljuljana, Eslovénia.

Chegamos ao hostel onde fomos passar a noite, depois de uns imprevistos, onde fomos recebidos pelas professoras Helena e Selma. Rapidamente constatamos que as condições não eram muito favoráveis e ainda pior era a distribuição dos quartos.

Acordamos cedo e fomos visitar a cidade, numa visita agradável, já que o grupo sabia que ia ter um dia destinado para comprar lembranças, podendo se limitar a explorar a cidade.

Depois de absorver os aspetos culturais da cidade voltamos para o hostel. No dia seguinte encontramo-nos com parte dos grupos que iam trabalhar connosco num ponto de encontro perto de onde estávamos hospedados e com a outra parte dos grupos já no autocarro que nos levou para centro desportivo, onde ficamos nos dias seguintes. Foi nessa viagem de autocarro que os membros da visita começaram a socializar.

Este local onde ficamos alojados surpreendeu-me muito já que eu não esperava tão boas condições.

No primeiro dia de trabalho estive envolvido num workshop de química. Nesse workshop fiz várias atividades que me desenvolveram muito científica e humanamente, devido à boa organização e ao choque de culturas.

Terça-feira fui, de manhã, de bicicleta, num trabalho de campo, explorar e investigar o ambiente de Planica.

Nessa tarde fui com a professora Darja e mais elementos do projeto aos Alpes, numa caminhada que me deixou ver paisagens que nunca iria ver em Portugal e que nunca tinha pensado vir a ver.

Na quarta-feira participei num workshop de astronomia, onde fiz atividades, como deduzir o raio do sol. Nessa mesma tarde os grupos dos workshops e os países apresentaram os trabalhos que fizeram sobre aqueles três dias. Os resultados daquela semana foram, na minha opinião, positivos.

Ainda nessa tarde comemos delícioso gelado feito pelo grupo de Química e  um bolo surpresa. De seguida voltamos para a capital da Eslovénia para o nosso hostel.

Quinta-feira de manhã fomos à escola do grupo esloveno no projeto, e, como era dia de exames, conseguimos ver como funciona a escola normalmente. Entre a visita e o almoço passou pouco tempo.

Almoçamos com parte do grupo Francês e com algumas raparigas eslovenas que nos fizeram companhia, tanto no almoço como a visitar a cidade nessa tarde. De noite saímos com os alunos no projeto que vieram a Portugal.

Sexta-feira acordamos cedo e fomos diretos para o hotel em Itália onde passamos a noite seguinte. Quando acabamos de carregar a nossa bagagem para o hotel fomos à procura de meios de transporte que nos levassem a Veneza, o que foi uma tarefa complicada, já que era dia de greve em Itália.

Tivemos um brilhante dia em Veneza. Por isso foi a sentir-me triste que voltei para o hotel para dormir a última noite antes de voltar para Portugal.

Para ter a certeza que não ficávamos “presos” no país fomos duas horas antes do nosso voo para o aeroporto, e depois de uma semana espantosa voltamos para Portugal.

JOSÉ PEDRO GUIMARÃES:

No dia 16 o avião descolou às 17:20h para aterrar em Veneza às 21:20h do mesmo dia (horas locais).Saímos do aeroporto e fomos de carrinha até ao centro de Ljubljana, onde se localizava o nosso hostel. O hostel não tinha as condições mais apropriadas (tinha só duas casas de banho: uma para homens e outra para senhoras, e por isso a situação ficou complicada; ficamos com horas reduzidas de sono, por causa do calor e da inexistência de  precianas, pois… aquilo era fraco mas até tinha uma sauna!) e eramos distribuídos em quartos aleatórios, acabando por ficar com pessoas completamente desconhecidas (até mesmo fora do projeto NaTurE) o que, mais tarde, se tornou numa coisa positiva, pois conhecemos pessoas completamente novas, de várias partes do mundo.

Na manhã seguinte acordamos cedo e, durante toda a manhã, visitamos o fantástico, neoclássico, centro de Ljubljana. Vimos muitas coisas: desde maravilhosas pontes, edifícios lindíssimos, um miúdo a fazer as suas necessidades biológicas numa árvore em plena praça durante o dia, até aos grandes mercados de rua e o canal que atravessa a cidade.

De tarde fomos para Planica, no norte da Eslovênia, perto da fronteira com Itália e Aústria, para nos instalarmos no Olimpijski športni Center Planica, onde ficamos nos três dias seguintes.O jantar foi tipicamente esloveno (digamos que não é propriamente o que eu gosto). No início da noite apresentamos, em formato PowerPoint, a nossa escola, a nossa cidade e o nosso país, tal como todos os outros representantes de outros países. No final, eu e os outros representantes portugueses, fomos para o pavilhão desportivo até às 23:30 (hora local) pois era a hora que fechava.

Já no dia 18 as atividades começaram logo de manhã. Eu fui colocado em astronomia, o Isac em química e a Sara e o Guilherme em biologia. Como o meu grupo (constituído por uma alemã, dois franceses, duas turcas e eu) acabou mais cedo, fomos para a sala de convívio conhecermo-nos melhor; minutos depois, alguns elementos, incluindo eu, fomos conhecer os arredores do hotel: tem umas árvores fantásticas e uns trilhos com vários acessos. Depois do almoço esloveno fui, com a Sara, colocado em biologia. Essas horas passadas no campo (perto daqueles trilhos, que horas antes tinha feito) foram os momentos mais divertidos daqueles três dias em Planica. No fim de outra fantástica refeição eslovena, juntamo-nos com os nossos grupos originais (no meu caso o de astronomia) e estivemos a participar para o concurso de frases ecológicas para o calendário NaTurE. Mais tarde, fomos, outra vez, para o pavilhão desportivo onde estivemos a jogar basquetebol, voleibol e badminton com os representantes de outros países. Senti que foram os momentos de maior comunicação entre as pessoas.

 

Na manhã do dia 19, eu e o Guilherme fomos para a montanha (atividade de biologia) com outros professores e alunos do NaTurE. No trajeto paramos numa capela em madeira muito bonita construída nos anos 40 por prisioneiros da 2ª Grande Guerra;também paramos para vermos um rosto de uma menina numa montanha e por causa de vacas (literalmente). A partir de um certo ponto começamos a andar a pé por uns trilhos estreitos e um tanto perigosos. Lá em cima conhecemos um rebanho de ovelhas, um melro que roubava bolachas de chocolate e uma paisagem magnífica, linda e imponente, acompanhada por um cheiro subtil a excremento de ovelha. Quando voltamos, almoçamos de imediato e, de tarde, com metade das pessoas do projeto, fizemos uma caminhada pelo Tammar vale. Aí há uma nascente fantástica com água limpa e praticamente gelada, que bebemos, e ainda um campo de 'dentes de leão' (se não tivesse lá gente eu divertia-me imenso). No fim do jantar, mais uma vez, para o pavilhão desportivo onde fizemos danças eslovenas, francesas e turcas; aí pensei em ensinar rancho (a dança que aprendemos no 10º ano) mas ninguém me apoiou… Foi uma pena porque não há nada melhor do que andar as voltas, enquanto se ouve uma mulher aos gritos:)

No dia 20 passamos a manhã no quarto a arrumar as malas e na sala de reuniões e preparar uma reflexão sobre o que haviamos vividos neste últimos dias. Depois do almoço, juntei-me ao resto da equipa portuguesa para fazer a apresentação pública sobre o que vimos e aprendemos nesses três dias em Planica. No fim das apresentações fomos passar os últimos momentos com os representantes de outros países.

 

Horas mais tarde, quando chegamos a Ljubljana, instalamo-nos no hostel de sempre e fomos, alunos e professores portugueses, jantar ao centro com as professoras turcas.

Logo na manhã do dia seguinte visitamos a escola Gimnazija Jožeta Plečnika e mais um pouco do centro de Ljubljana. No fim do almoço, com a equipa francesa e alguns elementos da equipa eslovena, fomos trocar de hotel pois o que estavamos não tinha as condições adequadas. Mais tarde fomos andar de barco pelo canal que atravessa a cidade, com duas representantes eslovenas; no final visitamos o castelo onde conhecemos um grupo de ingleses e um pouco do “English way of talk”. Depois das despedidas fomos jantar ao McDonald’s (pois… ir a um país diferente e não ir ao “Mc” é crime). Mais tarde encontramo-nos com uma ex-colega de quarto do hostel, tailandesa e que não fazia parte do projeto; convidámo-la a vir connosco, e com os representantes eslovenos que vieram a Portugal na mobilidade de março, ver o jogo Portugal-República Checa.

No dia seguinte, de manhã cedo, saímos rapidamente do hotel, fomos de carrinha até Mestre (perto de Veneza) e quando acabamos de nos instalar fomos até Veneza de táxi (nós somos tão sortudos que fomos para Itália logo num dia de greve dos transportes). Veneza é fantástico, está cheio de canais, edifícios de várias épocas históricas, lojas, restaurantes, canais, engarrafamento de gondolas. Resumindo, uma cidade turística, mas mesmo assim, é uma cidade fantástica. Uma das coisas mais bonitas que eu já vi em toda a minha vida e que infelizmente, se o degelo dos polos continuar, vai desaparecer. A praça de São Marcos é um sítio maravilhoso, monumental e, ao mesmo tempo, acolhedor.

 

À hora de jantar estivemos a procura de um restaurante que não fosse caro (Missão Impossível !!!) e acabamos por jantar numa esplanada numa pequena rua.

O dia 23 foi bastante simples: pequeno-almoço, autocarro, aeroporto de Veneza, avião, dormir no avião, aeroporto da Maia (onde recebemos um martelo e um manjerico à chegada) e despedidas.

Nesta viagem aprendi que na Eslovénia existem aranhas que nos podem paralisar durante 3 ou 4 horas e ursos(!!!). Aprendi, ainda, muitas coisas sobre a história e a cultura da Eslovénia/Ljubljana, que cumprir promessas é importante, que existe sempre alguém pior do que tu e que um pequeno erro não vai destruir a tua vida social; que não se deve beber bebidas alcoólicas muito depressa, que o inglês é mais importante do que as pessoas pensam mas menos importante do que elas dizem, que os mercadores venezianos são difíceis de regatear e que não devemos reclamar quando a nossa mãe faz comida que não gostamos.

SARA CRISTINA PIMENTA ALMEIDA:

A aventura pela Eslovénia/Itália, começou logo pelo avião, visto que era um baptismo para mim. Felizmente a viagem foi calma e pude apreciar a paisagem sem nenhum medo.

Podíamos ter ficado num melhor sítio na primeira noite, mas depois de jantarmos pela cidade, lá conseguimos dormir.

Gostei no dia seguinte de darmos uma volta pela cidade de Ljubljana. à nossa volta todos falavam uma língua estranha, mas era tudo muito bonito, principalmente o rio e todas as pontes que o atravessavam.

Quando fomos para Planica de autocarro pudemos ver, pelo caminho, as belas paisagens que nos esperavam, enquanto já fazíamos amizade com os nossos colegas europeus.

Adorei todo o programa e atividades que realizamos, e muito agradeço a toda a equipa de professores que esteve connosco, principalmente às professoras Darja e Selma, pela hospitalidade e simpatia.

Com o inglês na ponta da língua lá fomos comunicando com os outros estudantes. Os workshops (Biologia, Fisica, Astronomia) e as acividades de desporto ajudaram muito a quebrar o gelo entre nós. E nada é melhor que conhecer novas pessoas e fazer amigos.

Além de aprendermos a comunicar e a experimentarmos diversas técnicas relativas ao estudo das ciências também pudemos apreciar a natureza. Conhecem aquelas imagens dos postais que 'usam e abusam' do Photoshop? Elas existem! Lá em cima nos Alpes é impossível não sorrir ao ver a paisagem, a biodiversidade, no meio das monstruosas montanhas. Valeram a pena as apresentações e todos os quilómetros que andamos para viver estas experiências inesquecíveis.

Depois duma difícil despedida, voltamos a Ljubljana e conhecemos mais ao pormenor a cidade e a escola da equipa eslovena, que foram sempre tão amáveis, para connosco. No meio disto tudo não podíamos deixar de parte o Euro e a equipa de Portugal! Mais uma vez, eles pensaram em tudo e foram connosco apoiar a nossa equipa. Digam-me, como podíamos nós não nos tornarmos amigos deles?

A última noite nesta cidade já foi num melhor hotel, onde não passamos muito tempo, porque adormecemos tarde e levantamo-nos bem cedo para irmos para Itália. Aí ficamos num hotel em Mestre, mesmo junto a Veneza. Quando chegamos lá só pensávamos em ir visitar os canais venezianos.

A greve de transportes lá nos complicou a vida, mas nós nunca desistimos, claro! Por fim, chegamos à cidade das gôndolas. E eu a pensar que depois de ver os Alpes já nada mais me ia surpreender! Enganei-me, claro! Desafio-vos a irem à Praça de São Marcos sem abrirem a boca ao verem tanta beleza, na arte daqueles monumentos. Verdadeiras obras-primas. E esta cidade italiana ainda fica mais romântica de noite! Foi uma pena não conseguirmos andar de gôndola, mas para compensar comemos pizzas e lasanhas deliciosas.

Infelizmente lá tivemos de vir embora no dia seguinte. As saudades já eram muitas mas também não nos importávamos de ficar mais uns dias a conhecer mais tesouros.

Ainda bem que ficamos com fotos e lembranças para nos recordarmos. Mas mesmo que não tivéssemos nada disso, nunca nos esqueceríamos desta viagem.

Um especial agradecimento aosprofessores João Nuno, Margarida e Germana e aos meus amigos Isac, Zé e Guilherme.

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