Dando continuidade ao projeto
Comenius - NaTurE, Natural teasures of
Europe, a Escola D. Maria II concretizou mais uma mobilidade, desta vez, à
cidade de Ierapetra, em Creta . O encontro dos professores representantes dos
onze países envolvidos no projeto visava uma avaliação e coordenação do
trabalho desenvolvido até agora, bem
como a planificação do Congresso da Juventude, a ter lugar na Alemanha, em abril. Aí, os
alunos de cada país farão uma
apresentação expressiva do seu local de origem , expondo também as
características do ecossistema que selecionaram para estudo . Mas falemos da mobilidade a Creta, onde três professoras, Maria da Guia, Arminda Loureiro e Adelaide Melo, se deslocaram na semana passada. Creta, um lugar mítico da Antiga Civilização Grega é ,hoje, um local paradisíaco com as suas praias de águas limpas e cristalinas que convidam a desfrutar de uns dias de descanso. Porém, o trabalho falava mais alto e mãos à obra. No primeiro dia, realizou-se uma workshop onde se fez o balanço das atividades desenvolvidas e se delinearam tarefas a cumprir. No segundo, logo de manhãzinha, rumo ao Centro local de Educação Ambiental para se assistir à apresentação do trabalho de vários biólogo sobre a biodiversidade de Creta. No terceiro e último dia, visitou-se a ilha de Chryssi. Esta ilha, situada a sul de Ierapetra, é um local exótico pela sua beleza natural e pela ausência de casas. Plana, quase 70% da sua superfície arenosa é coberta por arbustos, árvores e buxos, sendo o habitat natural composto por muitas espécies vegetais endémicas, daí o ser uma reserva natural, protegida pela união europeia. Ressaltam nas suas praias selvagens e paradisíacas, superfícies de pequeninas conchas, os fosseis aquáticos, coloridas pedras vulcânicas que fazem o deleite de quem por lá passa. Uma longa caminhada ao longo da ilha, sob um céu azul e um sol escaldante permitiu-nos apreciar toda esta diversidade biológica e geológica, reparando que, apesar de ser uma área protegida, o campismo selvagem e a falta de civismo de algumas pessoas deixam marcas tristes na natureza. Chegado o momento do regresso ao barco, fomos obsequiados durante a viagem com pratos de uvas saborosas e suculentas que faziam o deleite dos olhos e do paladar. Mais uma vez, pôde-se constatar a hospitalidade e a simpatia daquele povo grego que, apesar da crise e da troika, palavra muitas vezes ouvida nos noticiários, continua a saber receber. Nesta viagem também visitamos a Escola parceira que nos convidou, tendo tido oportunidade de contactar com docentes e alunos. |